Origem:
Brasil
Data:
2009
Editora:
Editora do Bispo
Língua:
Português
“Balenciaga Torres e os Corações Pelludos” é uma história real, ainda que traduzida à clef: a de uma repórter que quer aprender a matar.Para tanto o autor coletou cerca de 180 mil termos, de 15 autores, em 17 anos. Devidamente destruídos, redramatizados, constituíram esse gigante palimpsesto que é o livro.
No livro, é a forma que manda: o palimpsesto conduz o arbítrio e a jornada da estória. A obra pretende-se uma plataforma, de download livre, em quatro partes, uma a cada semana. As fotos foram encomendadas a Rui Mendes e João Wainer. A capa e projeto gráfico vem da editora Pinky Wainer, sobre foto de Mendes. A trilha sonora da plataforma foi composta especialmente por Apollo 9, produtor de Seu Jorge, Rita Lee, Otto e Bebel Gilberto. A engenharia de som do Apollo 9 é de Roy Cicala, ex-produtor de John Lennon, Sinatra, Hendrix e Miles Davis.
O cantor e compositor Lobão, biografado do autor, colaborou com uma faixa exclusiva, em que toca bateria e sintetizadores. Paulo Ricardo, ex-RPM, entra com uma faixa. Guilherme Isnard, da banda Zero, Luiz Thunderbird, e Amleto Barboni também entregaram faixas que, para eles, tinham a feição de alguns personagens. Jorge Luis Borges, o bruxo da Calle Maipu, escreveu o seu “Prólogo dos Prólogos”, em que compôs prefácios de livros inexistentes, num nada sutil ataque à indústria de prefaciadores.
O escritor Marcelo Rubens Paiva emulou Borges: também descrê dessa laboriosa empresa, e entregou um prólogo solarmente irruptivo, ático. Já a profa. Beth Saad tece loas à empresa do download e vê nela a promessa de um futuro.